Justiça prorroga prisão do prefeito de São Mateus por mais 5 dias

O prefeito de São Mateus, Daniel Barbosa Santana, conhecido como Daniel do Açaí vai ficar preso por mais cinco dias e também foi afastado da administração municipal. A decisão foi feita pelo Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF2) e assinada pelo desembargador Marcelo Granado na noite de sexta-feira (01).

A prisão da chefe de gabinete da prefeitura, Luana Zordan Palombo e a de mais quatro pessoas envolvidas na investigação também foram prorrogadas pelo mesmo período que a de Daniel Santana, prefeito de São Mateus.

Já o empresário Edivaldo Rossi, teve sua detenção temporária revogada e pode deixar a prisão ainda neste sábado (02).

A operação investiga o grupo que é suspeito de integrar uma organização criminosa que fraudava contratos da Prefeitura de São Mateus, além de desviar recursos públicos como a verba federal, enviada para o combate da pandemia.

Preso desde a última terça-feira (28), Daniel Santana é apontado pela Polícia Federal como líder do esquema.

O pedido da prorrogação da prisão vem da necessidade de ouvir outros suspeitos da operação, que só irão depor na próxima semana. A solicitação foi feita pelo procurador geral da república, Carlos Aguiar, em um documento enviado à justiça pelo Ministério Público Federal (MPF).

Confira abaixo quem é quem, segundo as investigações:

Daniel Santana Barbosa (sem partido): prefeito de São Mateus e apontado pela Polícia Federal como líder do esquema criminoso.

Luana Zordan Palombo: controladora municipal, chefe de gabinete e braço direito de Daniel. Foi funcionária dele na Mineração Litorânea e administrava empresas de Daniel em nome de laranjas. Ela é apontada como a responsável pela organização do esquema de fraudes em licitações no município.

João de Castro Moreira: conhecido como João da Antártica, é apontado como amigo de Daniel e testa de ferro no planejamento da execução de atividades escusas. Ele seria o responsável por simular compra de imóveis em nome dos filhos e por recolher dinheiro oriundo de propina, segundo as investigações. De acordo com a PF, além de participar de lavagem de dinheiro em compra de imóveis, ele atuava como cabo eleitoral de Daniel.

Edivaldo Rossi da Silva: empresário da K&K Gêneros Alimentícios. As investigações apontam que a empresa se beneficiou em pelo menos dois processos de dispensa de licitação conduzidos pela prefeitura de São Mateus.

Yosho Santos: empresário dono da Estrela Shows e Eventos. É apontado nos autos como um parceiro do prefeito, que o auxiliaria colocando em prática esquemas de corrupção e de lavagem de dinheiro.

Gustavo Nunes Massete: empresário da Massete Estrutura e Eventos. A empresa aparece em licitações para simular concorrência, como um rodízio, segundo as investigações. Ele também atuava como cabo eleitoral de Daniel;

Caio Faria Donatelli: empresário dono da Multiface Serviços e Produções, que seria parceria de Daniel no esquema de desvio de recursos. A empresa tem R$ 36 milhões em contratos com a prefeitura, é alvo de CPI na Câmara de Vereadores e foi contratada para a construção de passarelas de acesso ao mar de Guriri com verba federal R$ 500 mil. De acordo com a PF, o prefeito teria recebido cerca de 10% a 20% do valor do contrato a fim de concretizar o negócio.

Redacao InfoJudiciario

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