Bolsonaro na ONU, vergonha. Profusão de mentiras.

O presidente Jair Bolsonaro falou o previsível para a sua base radical durante a 76ª Assembléia Geral da ONU, reiterando informações falsas sobre a pandemia de coronavírus, a negação da ciência e outros bla-bla-blás que o caracterizam desde sempre. O chefe do governo brasileiro discursou como se estivesse falando ao seu “cercadinho”.

O discurso de Jair Bolsonaro na 76° Assembléia Geral das Nações Unidas, a ONU, causou vergonha no Brasil e no mundo por diversos motivos. Pelas mentiras, informações falsas, defesa de protocolo anticientífico no combate à pandemia e absoluta ignorância sobre o papel de um chefe de Estado. No organismo que reúne os líderes do mundo, que normalmente discursam sobre questões de interesse global, o presidente brasileiro falou como se estivesse se dirigindo ao seu cada vez menor cercadinho de fanáticos em Brasília. O termo “que vergonha” e as hashtags #BolsonaroVergonhaDoBrasil e #Bolsonarovergonhamundial estiveram entre os assunto mais citados no Twitter. No palco diplomático mais importante do planeta, o ocupante da Presidência do Brasil proferiu uma profusão de mentiras. Disse que estava no púlpito para “mostrar o Brasil diferente daquilo publicado em jornais ou visto em televisões”. Afirmou que o país está “há dois anos e oito meses sem qualquer caso concreto de corrupção”.

Declarou apoio ao tratamento precoce contra a covid. Nesse trecho do discurso, ele inclusive se autoincrimina perante o mundo sobre crimes que juristas importantes consideram que a CPI da Covid comprovou inequivocamente. Mentiu sobre dados da Amazônia, de cuja destruição seu governo é cúmplice e incentivador. Manifestou “profunda apreensão” pelo futuro do Afeganistão, e prometeu: “Concederemos visto humanitário para cristãos”, o que foi considerado o carimbo de sua islamofobia. Menos de 1% dos afegãos são cristãos.

Chefe do governo mancha imagem do país

A fala do brasileiro na ONU não piora a situação de vergonha internacional, mas confirma a já péssima imagem do Brasil perante líderes, imprensa e sociedades do mundo todo.

The Guardian: “Mentiras descaradas”

A imprensa internacional, aliás, não amenizou nas críticas. O britânico The Guardian foi duro. Disse que o presidente brasileiro declarou na ONU que tinha ido apresentar “um novo Brasil, com sua credibilidade restaurada perante o mundo”. “Mas em um discurso de 12 minutos, o populista de extrema direita pregou remédios ineficazes contra a Covid, denunciou medidas de contenção do coronavírus e propagou uma sucessão de distorções e mentiras descaradas sobre a política brasileira e o meio ambiente”, diz o Guardian.

O The New York Times publicou matéria de destaque com o título: “Não vacinado e desafiador, Bolsonaro rebate críticas no discurso da ONU”. “O presidente do Brasil liderou uma das respostas à pandemia mais criticadas do mundo. Bolsonaro minimizou repetidamente a ameaça do vírus, criticou medidas de quarentena e foi multado por se recusar a usar máscara. Seu governo demorou a garantir o acesso às vacinas, mesmo com o vírus sobrecarregando hospitais em todo o país.”

Redacao InfoJudiciario

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